“INVISÍVEL”
Parti para este exercício com o intuito de encontrar uma imagem, dentro de esta faculdade, que de algum modo revela-se “algo de novo”, invisível a todos “nós” – alunos e professores.
Os registos feitos basearam-se essencialmente em revelar pontos de vista diferentes, isto é, pontos de vista não acessíveis de uma forma imediata e natural aos docentes e discentes.
O processo baseou-se na deriva no espaço da faculdade à procura de uma resposta. Foi quando me apercebi que haviam muitos espaços que são constantemente usufruidos por nós, mas que no entanto são percepcionados de uma forma diferente, consoante o seu “utilizador”.
Registei vários exemplos que mostram esta ideia, mas escolhi um deles – a imagem da papelaria – àquele que do meu ponto de vista responde de uma forma mais coesa ao meu objectivo, talvez por ser um espaço visitado por nós constantemente, mas do qual não possuímos uma noção clara de como é estar do outro lado. Posso dizer que o registo foi o “olhar” da empregada que “vive” diariamente naquele cubículo, sem muita margem de manobra. Embora me fosse permitida a entrada naquele espaço, esta foi muito “apressada”, quase como se estivesse a infringir alguma coisa, o que vem reforçar a ideia de “Acesso restrito e limitado”.
Foi revelar o “outro lado”. [topo]
