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Ao longo do último século assistiu-se a uma evolução incrível do Mundo, que teve como uma das consequências e ao mesmo tempo instrumento de trabalho, o desenvolvimento dos meios de comunicação. Fruto desta ambiguidade sentida pelos meios de comunicação, que por um lado são consequência desta rápida e por vezes eloquente evolução, e por outro são justamente provocadores dessa mesma evolução, a capacidade destes se porem em causa, por si mesmos e na sua essência, foi testada e explorada profundamente em todos os seus possíveis constituintes. Embora esteja a referir-me num discurso passado, esta evolução continua a ser realizada, mas que no caso específico que quero aqui abordar, esta se possa pôr em causa.
Estou a referir-me ao mundo da música, mais propriamente aos seus concertos/espectáculos, e indo mais longe, a uma perspectiva do músico enquanto parte integrante, não só física como mental, do concerto ou espectáculo a apresentar.
Antes de passar para a exploração do tema, resta-me alertar que à falta de documentação teórica sobre o mesmo, esta exploração ganha um carácter mais pessoal, em certos pontos torna-se mesmo quase auto-biográfico e pode possuir uma visão viciada da minha parte.
Puxando desde já, esse carácter auto-biográfico:
Ao longo da minha vida a música teve sempre uma presença, e passo a redundância, vital e indispensável. O meu primeiro concerto como "músico" ou pelo menos como aprendiz de músico, foi realizado aos sete anos de idade, perante uma plateia, que apenas tinha como objectivo, adorar os seus pequenos instrumentistas (pianistas) enquanto filhos queridos que até têm a sua graça. Não intimidado com esta primeira experiência outras muito parecidas foram chegando.
Mais tarde, e outra vez não intimidado mas, sim, já cansado do instrumento, dei-me à procura de uma sala de ensaios com mais dois ou três amigos para formar uma banda "Rock". Claro, que isto não provem do nada, assenta sim, numa paixão geral de várias gerações de jovens.
Tudo foi evoluindo até que por fim tinha a primeira banda definitiva para dar um concerto ao vivo, para um público que apesar de vasto, não deixa de ser familiar, sendo composto por amigos ou amigos de amigos que se juntam para tomar um copo, e se divertirem ao som da música dos seus companheiros da noite, nós.
Até hoje entre várias bandas, os concertos foram surgindo e realizados, crescendo, entretanto, as ambições e maturidade sobre os mesmos.
Claro que ao longo destes anos também o mundo do espectáculo musical que nos rodeia, e que nos chega por meio da televisão ou rádio e até mesmo que nos chega directamente, isto é, estando presente nos espectáculos que se desenrolam num espaço físico que nos é possível aceder, sofreu as suas evoluções e, como é óbvio, mais profundas e diversas, e isto mesmo é transporte para a nossa própria evolução.
Importante também para o trabalho será testemunhar a minha presença assídua em espectáculos musicais como elemento do público.
A evolução no mundo dos espectáculos musicais, Concertos "Rock" ou "Pop-Rock":
Todos nós já assistimos a concertos por iniciativa própria, sejam estes de música clássica, passando pela popular, ou talvez melhor, tradicional, e acabando na música "Pop" ou "Rock", que é aquilo que mais me interessa explorar.
Não sei é se todos já se aperceberam, com certeza já, da multiplicidade de abordagens por parte do público ao concerto. Atenção: abordagens estas, não perante a banda em si, o que às vezes também influencia, mas perante a banda como concerto, como espectáculo, como momento.
Entre as muitas pessoas que vão ver um concerto como um simples evento diferente (isto é como um divertimento que à partida não sofre grande influência directa do espectáculo a que se está assistir), existem aquelas que realmente estão ali para ver aquela "banda" tocar. Mesmo aqui ainda se podem diferenciar diferentes públicos. Vou demonstrar dois exemplos disso, que se mostram talvez como os mais importantes a ter em conta por parte dos interpretes do espectáculo.
O primeiro, aquele que conta com os "fans", admiradores ou apenas ouvintes habituados à música que se vai tocar. Este caracteriza-se por ser, normalmente, um público bastante acolhedor e interveniente directo no próprio espectáculo (claro que, às vezes, uma expectativa muito optimista em relação ao concerto, pode fazer com que a interacção espectáculo/ público não seja tão boa como se estaria à espera).
O outro refere-se àquele público, mais restrito, normalmente também pertencente ao mundo da música, que se encontra ali para avaliar, legitima ou ilegitimamente, não só o espectáculo em si como também a prestação individual dos próprios músicos. É óbvio que este segundo público, não interfere com uma "banda" que já tenha o seu poder no mundo da música, isto é, que já não tenha que provar nada a ninguém. Mas numa perspectiva de uma "banda de garagem", que talvez consigam um som e espectáculos mais genuínos, este segundo público tem um interesse e papel enorme. Digo isto, porque normalmente numa "banda de garagem" existe ainda a vontade de querer provar algo àquele que se mostrava mais obstante à sua música, e se pensarmos bem no meio desse público que está ali numa pose austera, de avaliação, existe sempre a esperança de que se encontre um produtor, um dono de uma editora ou mesmo um possível mecenas para lançar a banda para a ribalta.
No momento em que nos encontramos, fruto de uma geração da noite dos anos 80, em que o DJ se tornou num "Deus", não só da música, como também do espectáculo, do concerto se assim o podemos chamar, estas questões que referi atrás, da relação público/interprete tornam-se muito importantes.
O mundo da música ao vivo, foi realmente abanado por esta emancipação do DJ. É difícil hoje em dia encontrar-se uma cultura (que em último caso se reviu acentudamente em Seattle com o movimento "grunje") de música puramente analógica e de relações não individuais. Há que ter atenção que falo aqui de culturas e movimentos, não de "bandas" singulares. A música electrónica, disparada pelos DJ's num espectáculo, torna-se, se não de mais fácil, pelo menos de mais rápido e económico consumo. Deparamo-nos então agora numa espécie de crise do espectáculo ao vivo de "Rock" ou "Pop-Rock". Crise esta, que aliada a outros factores, dos quais se destacam os factores económicos, se alastrou para toda a indústria musical, desde os espectáculos ao vivo, até à própria venda do produto num suporte individual.
Combater o problema DJ?
Mas será que os DJ's são realmente um problema para o consumo e realização de espectáculos ao vivo?
Um concerto é sempre algo único, algo que não é limitado a qualquer uma das pontas da corda que aqui apresento. Aliás, será talvez uma mais valia o aproveitamento da conciliação do DJ com a "banda". Tal como assistimos nos últimos anos, já poucas são as "bandas", que não incluem um DJ na sua formação. Mas não é isto que está aqui em causa.
Um concerto é, mais do que tudo, uma festa onde é passada uma mensagem, que como tentarei mostrar mais à frente, deverá ser comunicada durante todo o período dessa festa, desde os momentos mais mortos, até aos momento mais quentes e excitantes.
Um concerto já não vive só da banda, isto é, existe todo um espaço temporal que surge desde a abertura das portas, até ao fecho das mesmas. Enquanto a "banda" não toca e mesmo depois de tocar, existe um espaço que tem que ser preenchido, e se possível, dando um cheirinho, e depois concluindo, o concerto que se vai, ou foi ver. E eis que o DJ, como músico individual, ganha um papel fundamental. É preciso que os tempos mortos (partindo do princípio que é impossível haver silêncio na sala) sejam avivados e que fortaleçam a mensagem que vai ser ou foi transmitida.
É suposto haver uma mensagem, ou nem por isso?
O uso da música como instrumento de emissão de uma mensagem já há muito que está consolidada. Exemplo maior disto em Portugal sairá talvez da eterna voz de Zeca Afonso, mais especificamente "Grândola Vila Morena". Outras vezes é posta em causa por si mesma, como acontece com a música "Message In a Bottle" dos Police. Mas será que a mensagem a passar fica por aqui?
É óbvio que não, uma "banda" não vive só de um produto audio em forma de suporte transportável. Este produto, podendo englobar também o chamado "Merchandising", compõe com o produto ao vivo um todo, um todo que representa a "banda", como tal, da maneira mais fiel possível.
A música como produto, começou aliás a partir do espectáculo ao vivo, e apesar de inúmeras bandas viverem apenas do disco, a maior parte tem como finalidade maior a sua actuação ao vivo. E é aqui, com a presença dos músicos que a mensagem, a meu ver, começada no disco, deve ganhar maior consistência e talvez magia. Estou a falar, claro, de "bandas" com disco lançado. Nas outras acontece que a mensagem é exclusivamente transmitida com o espectáculo ao vivo. Também não nos podemos esquecer que a própria publicidade aos espectáculos, ajudará, no caso das bandas com disco, e iniciará, no caso das outras, a transmissão da tal mensagem.
E finalmente o espectáculo em si:
Estamos agora, como membros da banda principal desta noite, no recinto onde se vai realizar o nosso espectáculo, organizando tudo para que este corra às mil maravilhas. E o que é o concerto correr às mil maravilhas?
Mais do que, ninguém se enganar ou a sala estar cheia, o importante é mesmo que o público goste e perceba as nossas intenções, o significado de nós estarmos ali, a tocar aquelas músicas e não outras, a fazer aquele espectáculo naquele espaço, e não em outro sítio qualquer. Aí sim é quando se pode dizer que o concerto corre bem.
Para isso, tudo tem que estar bem organizado, tudo tem que bater certo, e qualquer parte mais dúbia vai deixar cair essa magia, da interacção da música com o indivíduo, por terra.
Em primeiro lugar, todo o espaço, tal como numa peça teatral (aliás todo o espectáculo de música ao vivo é parente do teatro e dou o exemplo do primo directo comum, a Ópera), tem que estar estudado, desde o alinhamento da banda (onde vai ficar o baterista, normalmente a questão mais polémica; aquele amplificador gigantesco; ou mesmo o tapete que se não der para todos, terá que ser apenas para o vocalista, e assim este tem que ir para aquele lado. Isto tudo como meros exemplos, claro.), passando pelos possíveis cenários, mesmo que estes tenham que ser próprios da sala, pelo o uso de tecnologias como o vídeo, até às luzes, principalmente de saída e entrada de músicas.
Está tudo montado, agora é só esperar pelo concerto...
Todo o alinhamento das músicas foi pensado nos ensaios que anteviram o concerto. Esta etapa teve que ser muito bem pensada e organizada. Aqui muitas questões estão em causa. São as músicas que se ligam melhor a umas do que a outras; em algumas músicas os instrumentistas têm que trocar de instrumentos, e quanto menos trocas houver melhor, isto é, menores são os tempos mortos. Mas mais importante do que tudo o resto, é criar ao longo do concerto picos, atingindo um clímax no sítio certo, criar partes mais calmas, criar silêncios e aproveitar alguns destes para receber um "feedback" com o público, e mesmo transmitir pequenas mensagens mais directas, faladas, para que a mensagem total se torne ainda mais clara.
No caso do clímax, este pode ser pensado para ser atingido através das músicas mais conhecidas, músicas que sejam mais ritmadas, ou mesmo músicas que de qualquer outra maneira arrastem sentimentos mais profundos para o público: desde a nostalgia, tocando por exemplo, versões de temas que aquela geração (que sabemos que vai assistir ao concerto) viveu, ou conheceu profundamente; até ao puro sentimento de atracção, que muitas vezes é caracterizado por um simples gesto de tirar uma camisola ou mesmo atirar água para o público, etc...
A atitude em palco, é também muito importante para isto tudo. Falo de uma atitude não só individual, de cada músico, talvez mais caracterizada por certos gestos individuais, a excentricidade individual ou a falta dela, pelas roupas, formato dos instrumentos utilizados e mesmo a nível técnico de utilização do instrumento; como também da atitude colectiva, que por mais que seja composta por atitudes individuais opostas, esta pode ser completamente homogénea, dando a noção de um grupo unido e completamente entrosado.
Aqui, na atitude colectiva, uma das questões mais importantes, será a confiança que cada músico tem no resto do colectivo. Uma desconfiança na eficácia e competência do colectivo (por exemplo pensar que o guitarrista vai dar as notas ao lado naquele "solo", ou que o vocalista se vai esquecer daquela parte da letra), apesar de que na maior parte das vezes não passa para o público, pode comprometer seriamente o concerto, causando distracções constantes nos músicos e, inevitavelmente, olhares desconfiados e intimidatórios, entre os mesmos.
Passado um minuto psicológico e fervoroso o concerto acaba, deixando a banda com uma sensação de que não conseguiu acabar de passar a mensagem, num acto muito rápido de despejo de conteúdo. Mas será que isto é mesmo assim?
Sempre que há uma transmissão de mensagem, em que o emissor está bem definido e o receptor também, e, neste caso, de certa maneira limitado, já que a sua posição de possível meio reflector de "feedback" da mensagem, está condicionada, por barreiras, e dou o exemplo das barreiras físicas (o caso da luz _ a luz que é utilizada na ambientação do espectáculo provoca uma falta da mesma sobre o público, logo raramente o intérprete tem uma visão plena do público), o emissor nunca tem a percepção de que a transmissão da mensagem foi totalmente bem sucedida. Só depois, e se possível, quando este, após o concerto tem acesso ao público, irá descobrir se realmente a mensagem foi, ou não interrompida.
Por fim, devo apresentar exemplos de concertos ou atitudes em concerto que me parecem bastante adequados e que se não revolucionaram o conceito de concerto/ espectáculo ao vivo, pelo menos fizeram ou fazem passar uma mensagem coesa, independentemente de géneros musicais, ideologias ou questões económicas.
Desde logo, e porque é uma opinião a meu ver generalizada, é o conceito de concertos que os Pink Floyd protagonizavam. Estou a lembrar-me, a quando do álbum "The Wall", durante os seus concertos, onde a imagem de marca do mesmo estava sempre presente, através de painéis, de vídeos, luzes e som, passava um caça, ou melhor uma réplica de um caça, à escala 1/1, sobrevoando o público até embater contra um muro e desfazer-se em chamas, muro este que ia sendo construído ao longo do concerto.
Outro grande exemplo, será o Michael Jackson, que embora já fora da sua época áurea, organizou um concerto, onde as crianças davam coro a uma música sobre a destruição da Natureza. Não quero remeter para as suas complicações sociais e jurídicas em relação às crianças, apenas demonstrar como através de um simples artifício (neste caso o uso das crianças como coro, fazendo todo o sentido, já que o futuro pertence a essas crianças, e que elas precisam do nosso planeta para ter esse futuro), é possível passar uma mistura de emoções que concluem na transmissão de uma mensagem.
Outras bandas, como Marilyn Manson ou Korn, entre outras, claro, têm também uma preocupação extrema com o espectáculo ao vivo. Estas fazem-nos envolver nos seus imaginários, abrindo-nos as portas para que durante o momento do espectáculo nós possamos habitar esse lugar que existe apenas nas suas músicas e espectáculo. Aqui, o género de música, algo "pesado" e obscuro, e para um público mais restrito, não deixa de poder ser culpabilizado. Mais de qualquer outras bandas, ligadas ao “Pop”, estas têm uma necessidade extrema de agarrar seus "fans" que também não se contentam em ouvir apenas as músicas em casa.
No caso Português, não posso deixar de falar, mesmo tendo a perfeita consciência de que é para mim uma grande influência, dos Mão Morta, que desde início decidiram que cada concerto seria inédito, deixando-se levar pela loucura e emoção da música e letras, que em casos extremos fizeram com que peripécias um pouco mais graves acontecessem, como fazerem com que o público deixasse um teatro acabado de estrear completamente destruído, ou o próprio Adolfo Luxúria Canibal, deixar-se extasiar ao ponto de espetar uma faca na perna, ou ainda extasiar o público fazendo com que uma "fan" tentasse fazer sexo oral com o vocalista durante o concerto...
A título de conclusão:
Mesmo o público não pensando muito nisso, e por vezes sendo mesmo cruel, o que não deixa de ser legítimo, o concerto é sempre pensado na tentativa de encontrar um equilíbrio entre as razões e ideologias da própria banda e expectativas do público, expectativas estas muito vastas já que o público, e tal como o próprio nome sugere, poderá ser bastante vasto.
Ao longo dos anos o”Rock” e “Pop-Rock”, entre altos e baixos, foram sempre encontrando um lugar muito próprio no mundo das artes do espectáculo. Exemplo disto será o facto de hoje em dia, já não ser concebível um Verão no nosso país sem a presnça dos festivais “Rock” que se vão realizando de Norte a Sul.
Com a entrada do DJ para o mundo do espectáculo, os concertos “Rock“ e “Pop-Rock“ sofreram uma espécie de crisse, tendo estes que se adaptar utilizando novas estratégias, nem que estas passem, por exemplo pela especificação de um público. "Mais vale poucos e bons do que muitos, mas maus"...
Apoio Bibliográfico (por ordem alfabética):
Bernstein, Leonard."O Mundo Da Música - Os Seus Segredos e a Sua Beleza", Lisboa, Livros Do Brasil;
Brewter, Bill e Broughton, Frank. " Last Night a Dj Saved My Life - The History Of The Disc Jockey", New York, Headline Book Publishing, 1999;
Gagnard, Madeleine. "Iniciação Musical Dos Jovens" (2ª Edição), Lisboa, Editorial Estampa, 1981;
Junqueira, Vítor. "Mão Morta Narradores Da Decadência ", Vila Nova de Famalicão, Quasi Edições, 2003;
Michel, Chion. "Músicas, Media e Tecnologias", Lisboa, Instituto Piaget, 1997.
Nota:
Apresento neste documento duas propostas para realização do projecto final a decorrer durante o segundo semestre deste ano lectivo.
Estas duas propostas são apresentadas como completamente independentes uma da outra.
Também não existe nenhuma hierarquia sobre elas, valem as duas o mesmo enquanto interesse meu de realização dos projectos.
Contudo apenas quero realizar um dos prjectos, para um maior rigor na elaboração do escolhido.
Apresento as duas propostas de projecto pelas dúvidas de escolha entre elas e para que com ajuda e opinião mais experiente dos docentes possa selecionar a mais viável.
Proposta 1
Objectivos:
Criar um “vídeo-clip” para um tema musical (Outono Em Mim) da banda Morde.
Contexto:
Este projecto parte de uma ideia de criar um produto audiovisual para um tema musical da banda à qual pertenço, os Morde.
Mais do que juntar o útil ao agradável (isto é, conciliar um projecto escolar a duas das minhas paixões, a música e a banda, e aproveitá-lo para benefícios da própria banda, por exemplo, aproveitá-lo como um objecto de amostra da banda), trata-se também de realizar um projecto que, com influência directa do ano anterior, me interessa.
Interessa-me explorar questões, que no ano anterior foram iniciadas, como o conceito de audio-imagem, a sincronização do som com a imagem... Tudo na procura de uma narrativa coesa, que neste caso usa a imagem para complementar, ou simplesmente reforçar, a narrativa sonora, ou mesmo ainda restruturar completamente a narrativa sonora já existente (o tema “Outono Em Mim“).
Pertencendo à banda, estou perfeitamente ciente da mensagem geral que a banda quer transmitir, e mais especificamente do tema que escolhi incidir sobre. Isto poderá ser uma mais valia para a realização do trabalho, mas também tenho presente que isto me pode limitar a visão em relação a certos aspectos.
O registo do tema já está feito, mas ainda se encontra em fase de masterização, que no final de Janeiro espero estar já acabada. Para já existe um registo do tema ao vivo realizado em Fevereiro do ano passado.
Para a realização do projecto, em princípio, irá ser necessária uma parceria com o departamento de audio-visuais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, para fornecimento de material. Estou a falar, de máquinas de filmar e espaço com croma se necessário.
Outros:
O tema “Outono Em Mim“, entre outros, pode ser ouvido a partir de: ”http://users.fba.up.pt/~ldcag01003/projectofinal/som.html”.
Proposta 2
Objectivos:
Realizar um trabalho teórico que tem como base de tema os concertos (”Rock” - ”Pop-Rock”) como meio de comunicação de uma ou mais mensagens.
Este projecto poderá culminar na produção de um livro, mesmo que seja de exemplar único e, para isto, após uma possível realização do trabalho teórico, uma segunda fase de trabalho surgiria, consistindo na criação do objecto em si (capa, formato e dimensões, paginação, materiais...), o livro.
Contexto:
O interesse na realização deste projecto surge a partir de um trabalho, sobre o mesmo tema, que realizei para a disciplina de História da Comunicação II, mas que, por razões de limite de páginas ou mesmo questões de tempo, não pude explorar da maneira que queria.
Seria então uma espécie de, não só seguimento do trabalho realizado para aquela disciplina, como também de auto-reflexão, pondo em causa o que já está escrito e explorando outras questões que não tenham surgido, ou que tenha simplesmente ignorado.
Visto que a quando da procura de documentação para a base teórica do trabalho, vim a descobrir que não existe um trabalho publicado sobre o mesmo tema (apenas se encontram livros que poderão tocar em pequenos pontos do tema), entusiasmei-me para que mais tarde explorasse, de um modo mais livre, este tema, realizando possivelmente uma pequena publicação.
Tendo uma margem de manobra maior neste segundo semestre, parece-me de todo o interesse o projecto final incidir sobre este trabalho.
Outros:
O trabalho “Concerto Para Nós” poderá ser consultado em:”http://users.fba.up.pt/~ldcag01003/histcomuni.html”