Este projecto consiste na criação de um audiovisual baseado numa frase retirada do conto Branca de Neve e os Sete Anões: "(...) De todas as vezes o espelho respondia que era ela (...)".
A nossa intenção foi abordar um imaginário fantasioso e absurdo, característico deste tipo de contos. A personagem retira objectos de uma caixa de música, a qual funciona como um depósito de memórias. Esta personagem revê-se nos espelhos e na bailarina, numa atitude egocêntrica, remetendo para a idealização de um mundo perfeito construído à sua imagem.
Os estilhaços dos espelhos surgem enquanto fragmentos, memórias constituintes de um universo íntimo, e o vaguear na caixa suscita essas recordações. Toda a ambiência criada remete para o sonho, acentuada pela fusão e convivência de sons provenientes de diversas caixas de música, construindo um imaginário ilusório e fantasioso.