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Estágio APD

O meu projecto para o segundo semestre do 5º ano do curso de Design de Comunicação, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto consistiu num estágio curricular realizado na APD, Associação Portuguesa de Designers, que decorreu entre os meses de Fevereiro e Maio de 2006. Os principais objectivos do estágio eram prestar apoio à APD, desempenhando, essencialmente, funções dentro das áreas da Gestão do Design, do Design Gráfico e do Web Design. Sendo assim, após reunião com alguns membros da Direcção da Associação para me fornecerem todas as informações necessárias e discutir uma orientação para o estágio, o plano deste centrou-se essencialmente em duas áreas de intervenção: a Gestão do Design e o Design Corporativo. De acordo com o que foi referido na reunião, as minhas actividades no âmbito do estágio passariam pelo estudo e análise da história e da imagem actual da APD; pela pesquisa e análise a imagem e dos conceitos de outras associações profissionais de designers; pelo apoio na divulgação da Associação através de newsletters, organização de eventos promovidos pela APD e concepção de estratégias; pelo apoio no website da Associação; pela proposta gráfica para alteração da imagem corporativa, concepção de um manual de identidade respectivo e produção de todo o material.

Tendo em conta que a Associação Portuguesa de Designers se encontra sedeada em Lisboa, sem possuir, no entanto, instalações próprias, desenvolvi todo o trabalho aqui no Porto, entre a minha casa e a Faculdade de Belas Artes. O meio de comunicação privilegiado, entre mim e a orientadora de estágio dentro da Associação, Nilza Paraíba, foi o email, tendo sido acordado que eu enviaria semanalmente um relatório sobre a evolução do trabalho realizado.

A primeira etapa foi criar um calendário que estipulasse prazos e prioridades, bem como organizar toda a informação e documentação cedida pela APD. Tendo sido referida como principal prioridade a renovação da imagem corporativa da Associação, foi necessário começar pela pesquisa. Procurei no contexto nacional e internacional, outras associações e instituições relacionadas com o Design, de forma a analisar os seus conceitos, bem como a sua imagem para posteriormente estabelecer comparações com a imagem e as ideias principais da APD.

A fase seguinte prendeu-se com o estudo e a análise da imagem corporativa actual da Associação, de modo a compreender o que faltava, o que era preciso mudar para que a sua imagem acompanhasse o espírito de renovação e remodelação que a APD parece estar a passar. Segundo as indicações deixadas na reunião pelos membros da Associação para a alteração da imagem da APD, eu teria total liberdade para criar uma ou mais propostas de logótipo, estando interessados em perceber qual seria a minha interpretação e o meu ponto de vista para a Associação, enquanto ‘outsider’. A única recomendação recaía sobre a vontade de não criar uma ruptura total entre a imagem actual da APD e a nova imagem, com a intenção de manter viva a memória e a relação da Associação com o designer Sebastião Rodrigues, tendo em conta que foi um dos sócios fundadores da APD, bem como o autor do seu logótipo, que data de 1976.

Baseada na ideia de uma actualização de imagem e nas intenções de reerguer a Associação Portuguesa de Designers de modo a ganhar maior visibilidade e importância no panorama nacional e internacional do Design, decidi que seria necessário alterar a fonte utilizada, a Helvetica Neue, por uma fonte mais recente, mais moderna, que atribuísse alguma distinção ao logótipo, colocando-o na charneira entre o presente e o futuro, sem no entanto descurar todo o seu passado e a sua história. Na pesquisa e estudo para uma nova fonte foi possível constatar que, apesar de existirem várias fontes que pelas suas características, a sua legibilidade, o seu desenho e a composição dos seus caracteres, no geral, seriam hipóteses viáveis para o logótipo, a conjugação dos três caracteres da sigla APD levantava alguns obstáculos. Para além do P ser frequentemente um caracter mais estreito que o A e o D, o D é visualmente mais amplo e o A tem um aspecto mais pesado. Claro que estas questões não se colocam no texto corrido, no entanto, quando os três caracteres se encontram juntos numa sigla com o intuito de criar uma imagem de marca, existem inúmeros desequilíbrios e fragilidades que são criados. Mediante estas questões acabei por escolher a fonte Flux por ser uma fonte não serifada, legível, bem desenhada, que não se afasta excessivamente da estrutura da Helvetica, mas em que, cada caracter apresenta uma particularidade na sua forma, o que atribui à fonte alguma singularidade.

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Outro aspecto a ser trabalhado era a cor do logótipo. Era preciso levar a cabo uma mudança a nível cromático, embora conservando a divisão ideológica já existente: a Associação enquanto instituição promotora da profissão e os Designers como classe criativa. Pareceu- -me essencial manter esta distinção, atribuindo um tom de azul forte e escuro às letras A e P simbolizando o lado mais institucional e a ligação com a história da APD e um tom de azul mais claro e vivo para o D, relacionado com a classe criativa.

Outra alteração tinha a ver com a estrutura e a composição do logótipo. O logótipo original apresenta uma composição centrada, bem como uma linha única para o lettering, o que dificulta a sua aplicação em diversos documentos, atribuindo-lhe também pouca plasticidade. A sua estrutura tem dois elementos distintos, cuja organização apresenta uma variação de escala um pouco grande, o que dificulta a leitura de todos os elementos do logótipo em tamanhos muito pequenos. Por isto e para criar um melhor enquadramento e concordância entre as partes, bem como melhorar a sua legibilidade em diferentes escalas, o lettering foi dividido em duas linhas, relacionando os dois D, da sigla e de Designers, através da utilização do mesmo tom de azul, bem como do alinhamento horizontal das duas partes pelos D. No entanto, esta proposta apre-sentava algumas fragilidades, nomeadamente na concordância das escalas dos elementos e no facto do D da palavra Designers estar destacado com uma azul mais claro, o que resultava numa perda da sua leitura enquanto elemento integrante da palavra (ver pág. 8).

Prosseguindo com os estudos de imagem, o logótipo evoluiu para um destaque da ideia e da imagem do “Designer”. Tendo em conta tratar--se de uma instituição feita por designers, para designers, associei à estrutura da sigla a estrutura de um elemento elevado ao quadrado (x²), onde o D se destaca pela escala, pelo tom de azul e pela posição elevada em relação ao AP. O destaque da palavra Designers resultou da inversão cromática entre os respectivos elementos da sigla e a sua denominação por extenso. O lettering deixou de surgir em maiúsculas, para que se possa apreciar a elegância na formação das palavras através do desenho dos caracteres, resultando numa forma muito mais ampla e leve; surge no espaço aberto criado pela elevação do D, unindo os elementos e agrupando-os enquanto conjunto (ver pág. 12).

Paralelamente e devido ao receio de me estar a afastar em demasia da solução original, bem como ao facto de ainda não ter sido possível marcar uma reunião com os membros da APD para apresentar e discutir a minha proposta, comecei a fazer novos estudos, voltando um pouco atrás na minha linha de pensamento e focando-me no que o logótipo original teria para oferecer. Voltando à fonte Helvetica Neue procurei o nível de legibilidade que os elementos da sigla necessitariam de ter para continuarem a representar a sua ideia. Agarrei-me a ideias referidas anteriormente e à noção de que a Associação procura ser um apoio aos designers, como algo que está por trás, uma espécie de trabalho de bastidores para a promoção e defesa de algo maior e com significado. Procurando o limite da sua legibilidade, AP sofreu um corte horizontal, ficando em segundo plano em relação ao D não por ser uma parte menor ou dispensável, mas como forma de apoio a uma classe que proporciona o crescimento e a evolução dos Designers e do Design em Portugal. Para além disso, a estrutura do logótipo ganha um maior dinamismo partindo dos elementos já existentes e leva-nos a uma actualização da imagem (ver pág. 16).

Partindo de ideias semelhantes, procurei transmitir uma noção de aprendizagem e de evolução dentro da Associação, conciliando o passado e a sua história com a vontade de crescer e de se modernizar, assim como a ideia de diferenciar o lado mais institucional do outro mais criativo. Conciliei e integrei no logótipo duas fontes: Helvetica Neue para o AP e a Flux para o D, para transmitir e reforçar as ideias atrás mencionadas. Associação Portuguesa de Designers surge em Helvetica Neue para equilibrar a estrutura do logótipo, bem como evidenciar uma separação vertical que divide as duas vertentes dentro do mesmo conjunto (ver pág. 20).

As várias propostas que desenvolvi para a renovação do logótipo da APD surgiram ou basearam-se todas nas mesmas ideias ou em ideias semelhantes, mas representam, diferentes abordagens gráficas e diferentes perspectivas visuais para um mesmo problema. O desenvol-vimento de várias propostas resultou da vontade de recolher e cruzar o máximo de informação possível para encontrar uma solução que fosse essencialmente, não só do meu agrado, como do agrado dos membros da APD; que representasse da melhor forma as suas convicções para a Associação e transmitisse o que eu retenho quando olho para a APD.

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Tendo já resolvido a questão do logótipo, pelo menos a nível das propostas a apresentar na reunião com a Associação para receber indicações e algum feedback, dediquei-me a procurar uma solução possível para resolver o estacionário de modo a mostrar como funcionariam as várias propostas em diferentes aplicações. Durante o estudo e a pesquisa de uma estética a utilizar no estacionário que reforçasse a actualização da imagem da Associação, decidi optar por um caminho que não estivesse intimamente ligado à abordagem utilizada nas soluções encontradas para o logótipo, mas que reforçasse e evidenciasse uma ideia transmitida pelos membros da Direcção da APD, de forma a ganhar nova visibilidade e importância, dentro e fora da Associação. Apesar do logótipo original da APD ter sido desenhado pelo designer Sebastião Rodrigues, poucas são as pessoas que têm conhecimento do seu autor, bem como de ter sido um dos sócios fundadores da Associação Portuguesa de Designers em 1976. De facto, o logótipo da APD, pela sua intenção de neutralidade, em nada é característico ou representativo do seu trabalho ou da sua singularidade e relevância no panorama de design nacional. Existindo alguma relutância por parte da Associação em perder a referência da sua ligação a Sebastião Rodrigues ou a obliterá-la da sua imagem, penso que a solução passaria por atribuir-lhe maior visibilidade e relevância, dando-lhe um destaque de “mémoire” ou de homenagem por parte da APD. Na minha pesquisa do trabalho realizado por Sebastião Rodrigues, para além da plasticidade e maneabilidade dos estudos e da sua execução, as principais características que percebi foram o uso de elementos geométricos e a abundância de padrões. Partindo destas ideias, resolvi aproveitar elementos gráficos dos seus trabalhos e criar padrões ou apenas redesenhá-los (ver págs. 44 e 45). A intenção seria de os descontextualizar do contexto original para o qual haviam sido criados e utilizá-los, de alguma forma, como complemento da imagem da APD, em diferentes documentos e aplicações. Assim, teríamos um certo número de padrões trabalhados, em termos cromáticos, com as cores do logótipo da Associação. Por exemplo, nos cartões pessoais, toda a informação necessária estaria na parte da frente enquanto que, nas costas do cartão existiria um padrão relativo tanto à APD, como a Sebas-tião Rodrigues, pela sua descontextualização e recontextualização. O cartão da Associação utilizaria um padrão, da mesma forma que os cartões individuais das várias funções dentro da Direcção, teriam um padrão diferente para cada. Deste modo existiria uma promoção clara da imagem de Sebastião Rodrigues, bem como da intenção da Associação em manter viva a sua ligação ao Designer.

Ao nível do papel de carta e do envelope, aplicando a mesma ideia e fazendo estudos nesse sentido, resolvi a aplicação dos padrões, através da utilização de uma espécie de friso, quer no papel de carta, quer no envelope (ver pág. 55). As outras propostas de aplicação, conciliando um carácter mais lúdico com um mais sóbrio, trabalhavam respectivamente: a ideia de puzzle e de complementação através da aplicação parcial de diferentes elementos gráficos tanto no papel de carta, como no envelope, a fim de criar uma composição e uma união entre as aplicações (ver págs. 57 e 58); aproveitando a transparência do papel de carta, para aplicar nas costas deste, em jeito de cabeçalho, um padrão, assim como na aba de fecho do envelope, criando outro dinamismo às aplicações, sem descurar a legibilidade da informação (ver pág. 56).

Em simultâneo a este processo criativo, foi também necessário realizar uma recolha de orçamentos em diferentes jornais, para a publicação de anúncios da APD, bem como tratar da sua produção, para publicitar a realização de uma Assembleia Geral (ver pág. 63).

Com o intuito de apresentar as minhas propostas para discutir em que sentido deveria evoluir o meu trabalho e de saber se alguma das soluções iria ao encontro das intenções dos membros da APD para a actualização da sua imagem, foi marcada uma reunião no dia 5 de Abril, em Lisboa, onde para além de mim estiveram presentes a designer Nilza Paraíba, membro da Direcção e orientadora de estágio e o designer José Brandão, presidente da mesa da Assembleia Geral.

As ideias transmitidas no início da reunião foram as de que não seria necessário alterar o logótipo e a imagem da APD e que o meu trabalho deveria passar unicamente pela uniformização da imagem actual e pela concepção de uma manual de identidade. No entanto, após apresentação de alguns argumentos contra, foi aceite que poderia ser necessário implementar uma actualização da fonte utilizada, bem como definir uma versão a positivo do logótipo, já que a versão original era a negativo e criava certas limitações e inconvenientes. A estrutura e a composição do logótipo deveriam manter-se semelhantes, procurando, contudo, atribuir-lhes uma maior versatilidade de aplicação, podendo resultar em mais que uma versão final possível, nomeadamente, alternando a utilização do lettering dividido em duas ou três linhas, conforme o contexto.

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Quanto às ideias e propostas apresentadas para o estacionário, apesar de terem sido apreciadas como interessantes, foi considerado que não se adaptavam à identidade da Associação. Desta forma e pelas características da Associação ao representar uma grande diversidade de áreas profissionais dentro do Design, a imagem da APD no seu conteúdo e no seu contexto deveria ser isenta de representações de uma área específica em detrimento de outras; deveria ser neutra e não levantar imposições, nem questões ideológicas, não criar situações que pudessem ferir susceptibilidades no seio da Associação e da classe por esta representada. Por estas razões deveria basear-se num estilo minimalista e purista, onde os únicos elementos gráficos a serem utilizados se prendessem com a presença do logótipo e da informação a apresentar nos vários documentos. Tendo em conta as noções transmitidas na reunião, foi sugerido que abandonasse as propostas apresentadas, que dinamizavam um pouco mais a estrutura e composição do logótipo e da imagem da APD, para me centrar em novos estudos, segundo uma abordagem diferente.

O designer José Brandão cedeu um convite desenhado pelo designer Sebastião Rodrigues, onde figurava o logótipo original, contrapondo em alguns pontos as tentativas de aproximação de cores, da fonte e das escalas trabalhadas, a partir das quais havia começado (ver pág. 25). Após nova pesquisa a nível de fontes e de cores, identifiquei a fonte utilizada como sendo a AG Book BQ, bem como os Pantones. No entanto, o logótipo de Sebastião Rodrigues implicava uma impressão a três cores directas o que, por motivos de ordem financeira, se demonstrava inviável, sendo necessário passar à utilização de apenas duas cores directas. Quanto à fonte, penso que teria sido interessante e seguindo as ideias demonstradas pela Associação criar uma espécie de revivalismo, voltando a aproveitar a fonte, na medida em que possui uma boa legibilidade, bem como um desenho que se adapta à sigla, para além de existir numa grande variedade de pesos. No entanto, não me foi possível arranjar a fonte e como a APD também não se manifestou em relação a esta questão, decidi voltar a fazer experiências utilizando a Helvetica Neue e a Flux. Procurei soluções onde o lettering apresentasse diferentes níveis de leitura, dividindo-se em duas e três linhas. As cores utilizadas, dentro dos tons de azuis, variaram entre os tons originais do logótipo e os tons de azul por mim propostos inicialmente. Após análise por parte da orientadora de estágio Nilza Paraíba, foi sugerido trabalhar uma solução onde o lettering surgisse dividido em três linhas, num bloco de texto justificado. Experimentando agora também com a fonte Fedra Sans para o bloco de texto, cheguei à conclusão que tal solução seria impossível de aplicar neste caso, pois o bloco de texto apresentava sempre inúmeros problemas de kerning por se encontrar justificado. Optei, portanto, por trabalhar o lettering num bloco de texto alinhado à esquerda, dividido em duas ou três linhas, estudando as variações com as diferentes fontes, incluindo a Eurostile e a Dax. Cheguei assim a duas propostas semelhantes, baseada nas ideias que me foram transmitidas. Uma versão utilizando a Helvetica Neue (ver pág. 33) e outra com a Dax (ver pág. 40). Ambas permitem que o logotipo seja apresentado com o lettering dividido em duas ou três linhas e que se crie uma simplificação da imagem de marca, ao ficar apenas o D com o lettering, representativa de um percurso evolutivo da APD em direcção à sua solidificação e ao aumento da visibilidade no panorama nacional e internacional. Respondem também, cada uma a seu nível, às questões levantadas sobre a actualização e modernização da imagem, sem que se eliminem todos os traços do logótipo criado por Sebastião Rodrigues, mantendo uma estrutura semelhante entre as duas partes integrantes do logótipo, mas com uma composição actualizada.

Foram feitos simultaneamente alguns estudos relativamente ao estacionário, mas que nunca ganharam forma, nem relevância por ainda não ter sido decidida uma solução final para a nova imagem da APD.

Na última reunião com o professor Heitor e a orientadora do estágio da APD, Nilza Paraíba, foi feito um ponto de situação final e uma breve análise de todo o percurso durante o estágio. Foram seleccionadas como principais três propostas de logótipo, para serem apresentadas e analisadas pela Direcção da Associação, a fim de tomarem uma decisão sobre o que pretendem fazer. Dei o meu trabalho, no âmbito do estágio curricular na APD, por concluído, ficando à espera de ser informada sobre a decisão tomada.

Relativamente ao desenvolvimento do estágio penso que o trabalho que efectuei não ganhou outra proporção, nem outra abrangência devido à dificuldade de comunicação que surgiu com a APD, principalmente em termos de feedback do trabalho que ia sendo desenvolvido, bem como ao nível das próprias ideias e noções transmitidas pela APD que foram sofrendo alterações ao longo do estágio. Estas questões provocaram um atraso considerável das minhas actividades, o que resultou nalguma limitação no apoio prestado à APD e que os objectivos para o estágio tivessem de ser redefinidos. No entanto, foi sempre um trabalho interessante, que permitiu uma abordagem diferente, dando maior evidência à pesquisa e ao estudo em detrimento de uma solução final, o que permitiu explorar outras questões e aprofundá-las com maior rigor e pormenor. Permitiu-me também o contacto com outros profissionais dentro do Design e a análise de certas dificuldades que se enfrentam ao deixar o mundo académico para ingressar no mundo profissional.

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