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Proposta para concurso de logomarca para CDOA

Depois de toda uma investigação preliminar acerca dos despachantes em geral e posteriormente focalizada na associação em causa e em todos os elementos semânticos que a rodeiam (históricos, culturais, geográficos, etc.) deparei-me com inúmeros objectos gráficos desumanizadores. Todas as instituições com o mesmo propósito faziam questão de invocar graficamente setas, mapas, a rosa dos ventos... Resolvi então, na minha abordagem à logomarca como símbolo de identidade da CDOA, enveredar por uma perspectiva mais humanista em detrimento da já tão explorada linguagem gráfica existente. Decidi invocar o homem, o despachante. Ele é dinâmico, relacional, rápido e eficaz na resolução dos problemas que se lhe deparam. Daqui a insistência na linha diagonal que se encontra na logomarca (quer pela diagonal que a sua própria acção reflecte quer pela orientação que toma em direcção à ao elemento tipográfico onde consta a sigla CDOA). A tensão, a velocidade e rapidez provocam matrizes dinâmicas que são reflectidas pela pose de corrida da imagem.

A logomarca teria que reflectir também características da cultura onde a CDOA se insere. Formalmente a imagem encontra-se baseada em aspectos formais da arte africana, nomeadamente de Angola. Realizada através de métodos e técnicas africanas ou com base africana (nomeadamente alguns tipos de gravura) formaliza-se num desenho que se encontra com estas características por linhas e remates angulosos das formas e invocando padrões característicos, neste caso na perna da figura não poluindo a imagem e caracterizando-a geográfica e culturalmente.

As características formais da tipografia escolhida permitem uma eficaz inserção no completar da logomarca, acabando por a oficializar e caracterizar toda a imagem final como uma marca institucional.