invisible TV

Ver com olhos de não ver

Na minha "busca" pelo invisível acabei por chegar a conclusões formais já exploradas por um fotógrafo que produziu uma série que me fascinou: "Theaters" de Hiroshi Sugimoto. Nesta série, ao fotografar todo o filme em toda a sua duração, o excesso de informação leva à invisibilidade da mesma.

"The concept was to photograph the entire duration of a movie, so I was imagining that if I were to do that, the result might be a completely white screen." (1)

O que é interessante é como tornar isso visível. Uma vez fotografado o invisível, seja o que for que qualquer um de nós encontre como tal, torna-se visível, pois é exposto. Neste caso o visível é que se tornou invisível e para esse invisível ser visualizado ele usou o meio que o rodeava, uma moldura como ele lhe chama.

"The simplest forms have authority - like a blank white light, and how do you photograph that? You need a framework to make it visible. But this is not simply white light; it is the result of too much information. So too much is nothing, which makes sense to me [laughs]." (1)

Acabei então por assumir a metodologia deste autor para reflectir esta ideia. Escolhi um monitor de um televisor em vez de uma tela de cinema ou outra. Este serve de meio a um fluxo crescente de informação e ao permitirmos que ela nos invada sem termos capacidade de selecção consciente ela acaba por se tornar invisível. Aliás o excesso de informação é um método de censura e de controlo dos dias de hoje.

(1) at http://www.eyestorm.com/feature/ED2n_article.asp?article_id=135

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