Ao contrário de todos os trabalhos demonstrados na aula relativos ao modernismo americano, onde predominavam objectos de índole auto-promocional, de objectivos de controlo de massas na saída da depressão, o meu trabalho corresponde a uma reflexão bastante pessoal sobre o meu ponto de vista relativamente aos EUA hoje em dia. O trabalho pretende abordar um tema muito recorrente nos dias de hoje e o que acho ser uma das maiores caracteristicas dos EUA: a ocultação da informação pela sua própria fabricação; a informação da informação, o que torna a informação como evento em vez do evento como informação. Este tipo de abordagem origina um loop, um feedback, uma saturação até chegar a um nada, a um vazio em que o que se pretendia como objectivo principal desaparece. A uma informação pela informação, a imagem pela imagem é traduzida, no caso da televisão, mais comcretamente, em frequências, em estática.
Na necessidade de unir tipografia e estática decidi-me por uma tipografia forte e suficientemente rectilínea para não se confundir as suas formas originais com a distorção da provovada pelas sucessivas tentativas de sintonia, onde este é o seu movimento. Preferi centrar-me na forma em detrimento da cor uma vez que esta poderia desvalorivar tanto o movimento e distorção das formas tipográficas como assumiria um carácter provavelmente psicadélico.